As aulas de guitarra devem objetivar desde o início a forma de se tocar numa banda, pois a guitarra nasceu justamente da necessidade de se adaptar o violão para que ele pudesse ser utilizado em bandas.
Conheça os professores de guitarra associados ao Clube do Porão.
A guitarra é um instrumento que foi desenvolvido a partir do violão, resumidamente podemos dizer que a guitarra surgiu da necessidade de amplificar o som do violão. Com o surgimento do microfone as bandas começaram a tocar cada vez mais para um público maior, os metais (saxofone, trombone, trumpete...) e bateria naturalmente já tem um grande poder de alcance se comparado ao violão, então começaram a microfonar o violão, mas devido uma característica do violão (a caixa de ressonância) o microfone começou a ser inviável pois produzia muito ruído (microfonia). Daí a necessidade de desenvolver um instrumento com as características do violão mas com corpo sólido (para evitar microfonia), basicamente aí se deu o surgimento da guitarra elétrica, ao invés de microfones a guitarra possui captadores que, obviamente, captam a vibração das cordas, as transforma em pulsos elétricos e a conduz através do cabo para o amplificador (que é composto de um circuito elétrico que amplifica o sinal recebido dos captadores e alimenta o alto falante).
Você Conhece o Bairro onde mora ou trabalha?
Vila Mariana - Zona Sul - São Paulo - SP
Vila Mariana
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Vila Mariana é um distrito localizado na região Centro-Sul da cidade de São Paulo. Tem como característica marcante ser uma região predominantemente de classe média com um perfil ora comercial, ora residencial.
O distrito sedia a UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo, antiga Escola Paulista de Medicina e o Museu Lasar Segall, bem como alguns dos mais tradicionais colégios da cidade como o Liceu Pasteur e o Colégio Arquidiocesano. Abrange também cerca de 550 metros do lado impar da Avenida Paulista em seu trecho inicial, entre a Praça Osvaldo Cruz e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio.
O distrito é atendido pelas linhas 1 (Azul) e 2 (Verde) do Metrô de São Paulo.
Formação
O governador Francisco da Cunha Menezes concedeu em 1782 uma sesmaria a Lázaro Rodrigues Piques, situando-se essas terras entre o ribeirão Ipiranga e a Estrada do Cursino, abrangendo o futuro bairro de Vila Mariana, outrora da Saúde; em torno de tal sesmaria surgiram muitas questões de terra. Originalmente foi chamado de Cruz das Almas - em virtude das cruzes colocadas no local por causa da morte de tropeiros por ladrões, na metade do século XIX, na continuação da "Estrada do Vergueiro" aberta em 1864 por José Vergueiro (filho do Senador Vergueiro) e que era a nova estrada para Santos. Posteriormente passa a ser denominado de "Colônia" e finalmente de Vila Mariana, nome atribuído pelo coronel da guarda nacional Carlos Eduardo de Paula Petit, a partir da fusão dos nomes de sua mulher Maria e de sua mãe, Anna.
Entre 1883 e 1886 é construída a estrada de ferro até Santo Amaro, partindo da rua São Joaquim, na Liberdade; seu construtor foi o engenheiro Alberto Kuhlman e sua empresa se chamava Cia. Carris de Ferro de São Paulo a Santo Amaro. Essa linha férrea, cuja inauguração total até Santo Amaro deu-se em 1886, foi locada sobre o antigo Caminho do Carro para Santo Amaro, no trecho então conhecido como "Estrada do Fagundes", no espigão; seguia, acompanhando ou sobreposta, o referido caminho do Carro. Com isso deu-se o fracionamento das chácaras existentes na região. Há uma versão aparentemente verdadeira de que a uma das estações, Kuhlman deu o nome de sua esposa, Mariana, e tal denominação passou para o local e depois para todo o bairro, que antes se chamava "Mato Grosso".
Havia em 1856 a chácara do Sertório, cujas terras vieram mais tarde a formar o bairro do Paraíso. A chácara de João Sertório, situada entre as duas estradas para Santo Amaro, foi vendida para dona Alexandrina Maria de Moraes, que faleceu em 1886; seus herdeiros arruaram a propriedade e a Câmara Municipal aceitou esse arruamento, que veio ligar as ruas da Liberdade (antigo Caminho do Carro) e Santo Amaro (antigamente estrada para Santo Amaro). Aí surgiu um trecho do bairro do Paraíso, desde a rua Humaitá até a Abílio Soares, nascendo as ruas Pedroso, Maestro Cardim, Martiniano de Carvalho, Paraíso, Artur Prado e outras demais.
No ano de 1887 começou a funcionar no bairro o Matadouro Municipal, fator que ajudou muito no povoamento de toda a região. Isso ajudou para a instalação das oficinas de Ferro Carril, na rua Domingos de Moraes, e da fábrica de fósforos. Também foi criada a Escola Pública de Dona Maria Petit, na Rua Vergueiro. O local onde funcionou o Matadouro é atualmente a Cinemateca Brasileira.
Por volta de 1891, José Antônio Coelho comprou a chamada "Chácara da Boa Vista", na Vila Mariana, e a loteou, abrindo ruas que tiveram nomes como "Central", "Garibaldi", "dos Italianos" (hoje denominadas, respectivamente, Humberto I, Rio Grande e Álvaro Alvim) e deu o nome oficial de Vila Clementino, em homenagem ao Dr. Clementino de Souza e Castro.
Em 1928 iniciou-se a construção do Instituto Biológico, concluída em 1945. Um de seus principais objetivos à época em que foi contruída foi o controle de uma praga que infestava os cafezais. Mais tarde tal objetivo foi, segundo a organização do local, criar um instituto para a biologia "a exemplo do que foi o Instituto Oswaldo Cruz (no Rio de Janeiro) para a saúde do homem".
Características
A Vila Mariana pode ser considerada uma das regiões mais desenvolvidas da capital paulista, e isso comprova-se nos números. A renda média da região gira em torno de R$ 3,6 mil mensais, quase o triplo da média municipal de cerca de R$ 1,3 mil.
Na educação os dados tornam-se ainda mais explícitos. O Ensino Fundamental foi completado por quase 80% dos moradores, e 71,34% dos moradores da região completaram o Ensino Médio, contra as médias municipais de 49,9% e 33,68%, respectivamente. Os anos de estudo por pessoa chegam a 12,30 (a média da cidade é de 7,67 anos). Por fim, o analfabetismo é reduzido a apenas 1,10% dos mais de 120 mil moradores, enquanto na cidade, 4,88% da população é considerada analfabeta. No distrito encontram-se também a Escola Superior de Propaganda e Marketing (mais conhecida como ESPM) e a Escola de Belas Artes, as maiores referências em ensino superior na região, que também conta com universidades não-específicas (UNIP, FMU, entre outras).
Em relação à área da saúde, existe o Hospital do Servidor Público Estadual, um megacomplexo hospitalar que responde por quase 40% dos atendimentos dos servidores públicos estaduais. Há também instituições para o tratamento de jovens e idosos, fator que contribui para a alta qualidade de vida do distrito. Na área de cardiologia há o hospital Dante Pazzanese. A região também sedia a Casa Hope, uma ONG dedicada a crianças com câncer.
A economia da região é muito forte, não apenas pelo elevado nível de vida de seus moradores, mas também por abrigar o trecho inicial da Avenida Paulista, logradouro mais importante da cidade e centro financeiro do estado e do país. A região da avenida Paulista dos arredores da Estação Brigadeiro até a Estação Paraíso do metrô pertence ao bairro do Paraíso.
Limites
- Norte: Avenida Paulista. Praça Osvaldo Cruz, Avenida Bernardino de Campos, Rua do Paraíso, Rua Topázio, Rua Batista Cepelos, Rua José do Patrocínio, Rua Ximbó, Rua Batista Caetano e Rua Coronel Diogo.
- Leste: Avenida Doutor Ricardo Jafet.
- Sul: Rua Loefgreen.
- Oeste: Avenida Rubem Berta, Avenida Ibirapuera, Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, Rua Doutor Amâncio de Carvalho, Viaduto e Rua Tutóia e Avenida Brigadeiro Luís Antônio.
Distritos Limitrofes
- Bela Vista, Liberdade e Cambuci (Norte).
- Ipiranga e Cursino (Leste)
- Saúde (Sul).
- Moema e Jardim Paulista (Oeste).
Pontos turísticos
- Parque Modernista
- Cinemateca Brasileira
- Casa das Rosas
WIKIPÉDIA. Desenvolvido pela Wikimedia Foundation. Apresenta conteúdo enciclopédico. Disponível Aqui. Acesso em: 29 Jan 2008